ICMS: Confaz fixa teto do diesel e prorroga congelamento sobre gasolina

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Decisão estabeleceu que o litro do diesel S10 pagará até R$ 1,006 de alíquota.

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, definiu a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços, (ICMS) sobre o diesel e prorrogaram o congelamento do imposto sobre gasolina, etanol e gás de cozinha por mais 90 dias.

Foi fixado o teto de R$ 1,006 por litro do diesel para a variedade S10, a mais consumida no país.

O ICMS sobre os combustíveis era calculado como um percentual do preço na bomba, mas a Lei Complementar 192/2022, sancionada no dia 11 pelo presidente Jair Bolsonaro, mudou a forma de cobrança e estabeleceu um valor fixo por litro.

O Confaz também prorrogou, até 30 de junho, o convênio que congela a base de cálculo do ICMS cobrado sobre a gasolina, o etanol e o gás de cozinha.

Entrará em vigor a alíquota única estabelecida pela lei complementar a partir de 1º de julho. Atualmente, cada unidade da Federação tem a liberdade de fixar uma alíquota percentual de ICMS sobre os combustíveis. Com a lei, cada tipo de combustível precisará ter uma alíquota única, que valerá em todo o país.

Teto para o diesel

Em relação ao diesel, a alíquota de R$ 1,006 funcionará como um teto. Cada unidade da Federação poderá dar um desconto, subsidiando localmente o combustível, até chegar à alíquota cobrada atualmente. Segundo o Confaz, apenas o Acre não dará nenhum desconto.

O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), órgão auxiliar do Confaz, disse que o acordo evitou que a Lei Complementar 192/2022 resultasse em aumento de carga tributária.

Sem a possibilidade de os estados subsidiarem parcialmente o diesel, haveria aumento de preço em cerca de metade dos estados e no Distrito Federal.

Sobre os demais combustíveis, o Comsefaz informou que o congelamento do ICMS reduziu a arrecadação dos estados em cerca de R$ 1 bilhão por mês de novembro a fevereiro. A partir de março, as perdas aumentarão para R$ 1,15 bilhão mensais.

Fonte: Portal Contábeis com informações da Agência Brasil

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