Reforma Tributária

Como a Reforma Tributária está moldando a demanda por profissionais especializados?

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A Reforma Tributária em curso no Brasil está mudando não apenas o sistema de arrecadação, mas também o mercado de trabalho.

Considerada a maior mudança desde a Constituição de 1988, a transição para o novo modelo de tributação sobre o consumo vem provocando um verdadeiro reposicionamento na área fiscal, contábil, jurídica e tecnológica das empresas.

Muito além de ajustes burocráticos, esse movimento tem impulsionado uma forte corrida por talentos qualificados, abrindo espaço para novas funções estratégicas e para uma disputa acirrada por profissionais com visão analítica, técnica e de gestão.

Demanda em alta: a corrida por especialistas tributários

De acordo com levantamento da Robert Half, a procura por profissionais ligados à área tributária cresceu 24% entre abril e junho de 2025, reflexo da necessidade imediata das empresas em se adaptar ao novo regime de consumo.

Entre os principais fatores desse crescimento estão:

  • Novas obrigações tributárias e de adaptação (32%);
  • Incerteza político-econômica (29%);
  • Busca por competências técnicas especializadas (25%).

Nesse cenário, assumem protagonismo cargos antes muito restritos, como o PMO Tributário (TMO), além de posições como Tax Specialists e Legal Managers, profissionais responsáveis por alinhar prazos, processos e custos internos em meio às mudanças aceleradas.

Contratações: entre a cautela e a urgência

A pesquisa revela, porém, que a intenção de contratação ainda é desigual.

Até agora:

  • 49% das empresas não definiram se vão contratar;
  • 16% afirmam que ampliarão equipes;
  • 35% não pretendem contratar no momento.

Entre quem já planeja aumentar o time, há diferenças relevantes de porte empresarial:

  • Grandes empresas: 58% devem contratar três ou mais profissionais;
  • Pequenas e médias empresas: 60% devem contratar até dois especialistas.

Além disso, companhias de médio porte têm recorrido fortemente a consultorias e softwares especializados, como aponta levantamento da ASIS, transferindo parte da complexidade do processo para parceiros externos.

Áreas em destaque: além do fiscal

O impacto da Reforma Tributária vai muito além da contabilidade tradicional.

As áreas mais demandadas nesse processo são:

  • Fiscal (94%);
  • Contabilidade (24%);
  • Tecnologia (24%);
  • Gestão de Projetos (12%);
  • Jurídico, Compliance e Tesouraria (6% cada).

A área fiscal desponta como protagonista, por ser o elo estratégico entre tecnologia, jurídico e contabilidade.

TI se consolida como facilitadora, com soluções de automação e gestão tributária robustas, enquanto a contabilidade garante consistência e segurança nos registros.

Até áreas como compras, logística e planejamento estratégico têm sido afetadas, já que fornecedores, custos operacionais e projeções financeiras estão sendo recalculados sob novas regras tributárias.

Não por acaso, 40% das empresas pesquisadas pela ASIS já criaram comitês internos dedicados exclusivamente à Reforma Tributária, reforçando que o desafio vai além do operacional: trata-se de um projeto de toda a organização.

Objetivos das contratações: mais do que preencher vagas

As empresas não estão apenas buscando reforço para o dia a dia. De acordo com a Robert Half, as novas contratações têm três grandes objetivos:

  • Backfill: substituição temporária de colaboradores deslocados para projetos estratégicos (69%);
  • Tecnologia aplicada à área fiscal: especialistas em softwares e soluções de automação (44%);
  • Diagnóstico estratégico: profissionais capazes de mapear impactos e construir cenários (37%).

Os dados da ASIS reforçam que muitas empresas estão estruturando “equipes de transição” com foco em planejamento estratégico tributário e não apenas na execução operacional.

O fator humano: disputa acirrada por talentos

Se por um lado o desafio é técnico, por outro ele é profundamente humano.

Além disso, o mercado de trabalho já opera em um contexto de baixo desemprego (6% na média geral e apenas 3% entre profissionais qualificados, segundo o IBGE).

Isso torna o cenário uma verdadeira guerra por talentos, em que empresas capazes de estruturar equipes multidisciplinares, com visão integrada de negócio, terão uma clara vantagem competitiva.

Mais que uma obrigação, uma oportunidade estratégica

A conjunção dos estudos da Robert Half e da ASIS deixa clara uma mensagem: a Reforma Tributária não é apenas uma mudança regulatória, mas uma transformação estrutural do papel da área fiscal dentro das organizações.

Empresas que enxergarem a transição tributária como projeto estratégico de transformação, e não apenas como custo regulatório, sairão à frente conquistando eficiência, compliance e resiliência em um período de mudanças profundas.

Nesse cenário, contar com uma visão estruturada e multidisciplinar faz toda a diferença.

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